Herpes Zoster: sintomas, diagnóstico e formas de tratar

O Herpes Zoster causa dor intensa, manchas vermelhas e bolhas na pele, tornando essencial reconhecer sintomas e buscar tratamento rápido. Saiba como identificar a doença, como é feito o diagnóstico e quais cuidados ajudam na recuperação. Entenda mais sobre esse assunto!

Lesão cutânea com pequenas bolhas agrupadas sobre pele avermelhada, característica de herpes-zóster.

O Herpes Zoster é uma infecção causada pela reativação do vírus varicela-zoster, o mesmo responsável pela catapora. Após o primeiro contato, o vírus permanece adormecido nos nervos e pode voltar a se manifestar quando o sistema imunológico está enfraquecido. 

Essa reativação resulta em dor intensa e lesões características na pele. Por ser uma condição que pode gerar complicações, o reconhecimento precoce dos sintomas é fundamental para iniciar o tratamento adequado. A abordagem rápida reduz a duração do surto e o risco de sequelas dolorosas. 

Neste artigo, abordaremos os principais sintomas e manifestações iniciais do Herpes Zoster, como é feito o diagnóstico e quais exames podem ser necessários e as formas de tratamento e cuidados importantes durante o surto. Leia até o final e saiba mais!

Principais sintomas e manifestações iniciais do Herpes Zoster

O Herpes Zoster costuma começar com sintomas discretos, que muitas vezes passam despercebidos. A dor localizada é um dos primeiros sinais e pode ser confundida com problemas musculares. 

Em seguida, surgem sensações de formigamento ou queimação, indicando que o vírus está ativo no nervo correspondente. Horas ou dias depois, aparecem manchas avermelhadas na pele que evoluem rapidamente para pequenas bolhas.

Essas bolhas geralmente se organizam em um padrão linear, acompanhando o trajeto do nervo afetado. A dor tende a ser intensa e, muitas vezes, incapacitante. Em alguns casos, a febre e o mal-estar podem acompanhar o quadro, especialmente em pessoas com imunidade comprometida, assim como pessoas idosas.

• Dor intensa e localizada
• Manchas vermelhas que evoluem para bolhas
• Sensação de queimação ou formigamento
• Possível febre ou mal-estar

Com o passar dos dias, as bolhas estouram e formam crostas, que posteriormente se soltam. A doença costuma afetar apenas um lado do corpo e nunca atravessa a linha média, característica importante para diferenciá-la de outras condições dermatológicas. Quanto mais cedo o tratamento começa, menor o risco de complicações.

Como é feito o diagnóstico e quais exames podem ser necessários

O diagnóstico do Herpes Zoster é, na maioria das vezes, clínico. O médico avalia a distribuição das lesões e os sintomas associados, especialmente a dor localizada e o padrão linear das erupções. 

Esse conjunto de características costuma ser suficiente para identificar a doença sem necessidade de exames complementares. No entanto, em situações de dúvida, testes específicos podem ser solicitados.

Exames laboratoriais ajudam a confirmar a presença do vírus varicela-zoster, especialmente em pacientes imunossuprimidos ou quando o quadro não apresenta sinais típicos. 

O PCR de material coletado das lesões é um dos métodos mais precisos para identificação do vírus, oferecendo diagnóstico rápido e confiável.

• Avaliação visual das lesões
• Testes laboratoriais quando necessário
• PCR para confirmação viral

Em alguns casos, exames de sangue podem ser pedidos para avaliar o estado imunológico do paciente ou descartar outras infecções. 

O diagnóstico correto é fundamental para que o tratamento seja iniciado o quanto antes, evitando dores prolongadas e reduzindo o risco de complicações, como neuralgia pós-herpética.

Formas de tratamento e cuidados importantes durante o surto

O tratamento do Herpes Zoster deve ser iniciado preferencialmente nas primeiras 72 horas após o aparecimento das lesões. 

Quanto mais cedo o antiviral é administrado, maior a eficácia na redução da dor e na aceleração da cicatrização. Os medicamentos mais utilizados são os antivirais orais, que diminuem a replicação do vírus e controlam a progressão das lesões.

Além dos antivirais, o controle da dor é uma etapa essencial do tratamento. Analgésicos, anti-inflamatórios e, em casos mais graves, medicamentos específicos para dor neuropática podem ser recomendados. Cuidados locais com a pele também são importantes para evitar infecções secundárias.

• Uso de antivirais orais
• Controle rigoroso da dor
• Cuidados locais nas lesões

O repouso adequado e a hidratação auxiliam na recuperação. Em alguns pacientes, especialmente aqueles acima dos 60 anos, a vacinação contra Herpes Zoster pode ser recomendada após o episódio, reduzindo o risco de recorrência. Com atenção aos cuidados certos e acompanhamento médico, a maioria dos pacientes se recupera completamente.

Perguntas Frequentes

1. Como identificar se é Herpes Zoster?

Pela dor localizada, bolhas características e lesões restritas a um lado do corpo.

2. Como se pega Herpes Zoster?

Não se “pega”; é reativação do vírus da catapora já presente no organismo.

3. A Herpes Zoster é transmissível?

Sim, mas apenas para quem nunca teve catapora, transmitindo o vírus como catapora até formar crosta. Quando não há mais bolhas, apenas crosta, o paciente não está mais transmitindo.

4. Quantos dias a Herpes Zoster fica no corpo?

O surto dura geralmente de 2 a 4 semanas.

5. Como é a ferida da Herpes Zoster?

Começa vermelha, evolui para bolhas dolorosas e depois forma crostas.

Dr. Gabriel Souza
CRM-SP: 162803
RQE: 70.434 - Clínica Médica
Médico formado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e especialista em Clínica Médica pela mesma insituição.
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